"Os mártires que se analisam, e nos fazem resenha e inventário dos seus tormentos; esse que, todos os dias, desenvolvem em estilo imaginoso a fisiologia do seu próprio coração, indagam a teoria do padecer, que, dizem eles, os tortura e o fazem com uma profundeza de vistas, verdadeiramente filosófica... esses mártires... para falar a verdade não creio muito neles. Quem sofre deveras, tenho eu para mim, acha-se com pouca vontade de esquadrinhar os mistérios do sofrimento e não se põe com grandes filosofias a esse respeito. Eu julgo mais natural e sincero fazer como a pequena Margarida, depois da partida de Daniel: subindo todas as tardes ao outeiro silvestre onde tantas vezes ele se viera sentar também, sentia cerrar-se-lhe o coração de tristeza, e... desatava a chorar. Não sei que moda anda agora de não se considerar o choro como a mais eloquente expressão de pesar! Eu, por mim, é dos sinais em que deposito mais fé."
As Pupilas do Senhor Reitor, Júlio Dinis, Capítulo VI
Esta é uma das formas mais verdadeiras de explicar o sofrimento que eu já li. Cada vez mais me embrenho neste livro maravilhoso e, só leio pouco por dia, com receio de o acabar e não me poder encantar mais vezes com as novidades que nele vejo. É uma leitura essencial e que aconselho a toda a gente. Só de pensar que os Maias, de Eça de Queiroz saíram em 1888 e que As Pupilas do Senhor Reitor foram editadas pela primeira vez em 1869... Uma obra não tem nada a ver com a outra, tal como a linguagem dos dois autores. Se bem que, após ler este livro e o Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, me reembrenharei nos Maias para ver se me apaixono por essa obra, uma vez que já não o lerei obrigada.
"Em todas as separações, tem mais amargo quinhão de dores o que fica, que o que vai partir. A este esperam-no novos lugares, novas cenas, novas pessoas; sobretudo o atractivo do desconhecido, que de antemão lhe absorve quase todos os pensamentos. Vai experimentar outra sensações, e à força de distrair os sentidos, é raro que não lhe distraia o coração. Mas ao que fica... lá estão todos os objectos que vê a recordar-lhe as venturas que perdeu; ali as flores que colheram juntos, para as trocar depois; acolá, a árvore a cuja sombra se sentaram; além o ribeiro que arrebatou na corrente as pétalas, desfolhadas um dia, do bem-me-quer fatídico, que os amantes interrogam; o tronco onde se gravaram unidas as iniciais de dois nomes; o canto dos pássaros que tantas vezes escutaram; o ponto da perspectiva, mais procurado pela vista de ambos... Oh! Há bem mais alimentos para as saudades assim! E depois, o que se ausenta vai esperançando nisto mesmo: em que a afeição, que deixa, lhe será fielmente mantida até à volta; que evitarão o esquecimento das promessas feitas tantas as testemunhas que as presenciaram e que, sem cessar, as recordarão; os que ficam antevêem que, longe de tudo que possa falar-lhes nelas, pouco a pouco se varrerão essas promessas da memória do ausente, e, ao dizer o adeus da despedida, um amargo pressentimento que dizem adeus a uma ilusão."
As Pupilas do Senhor Reitor, Júlio Dinis, Capítulo VI
It was Saturday when I got that call Far away from feeling tall I know, I know, I know what the truth is
I try to look away from what you did Heartache... became my friend You walked away from me baby I woulda never done the same You made me feel like our love was not real You threw it all away, so
I don't wanna wait for you I don't wake up thinkin, hopin You'll get it right this time 'Cause you know that you're so cold I don't wanna see no more
And I can't get away from you It's one of the reasons why That I just can't get you out my mind And all I keep seein is your picture But I don't wanna see no more But I don't wanna see no more I don't wanna see no more I don't wanna see no more
It was so easy to trust you baby Guess I was so stupid baby I didn't ever think that this would come You're runnin right to another one
You walked away from me baby You threw it all away, so
I don't wanna wait for you I don't wake up thinkin, hopin You'll get it right this time 'Cause you know that you're so cold I don't wanna see no more
And I can't get away from you It's one of the reasons why That I just can't get you out my mind And all I keep seein is your picture But I don't wanna see no more But I don't wanna see no more I don't wanna see no more I don't wanna see no more
I used to be afraid of letting go The fragile part me, I'm here right now I need you to set me free I can see it in your eyes That you won't blame on me this time No, never And I want you back but I won't look back, no
I don't wanna wait for you I don't wake up thinkin, hopin You'll get it right this time 'Cause you know that you're so cold I don't wanna see no more
And I can't get away from you It's one of the reasons why That I just can't get you out my mind And all I keep seein is your picture But I don't wanna see no more But I don't wanna see no more I don't wanna see no more I don't wanna see no more
Tradução:
Foi num sábado que eu recebi aquele telefonema Longe de me sentir alto Eu sei, eu sei, eu sei qual é a verdade
Tentei desviar o meu olhar do que fizeste A mágoa... tornou-se minha amiga Afastaste-te de mim, baby Nunca faria o mesmo Fizeste-me sentir que o nosso amor não era real Jogaste tudo fora, então...
Eu não quero esperar por ti Não quero acordar pensando, esperando Que entendas desta vez Pois sabes que és tão fria Não te quero ver mais
E eu não consigo me afastar de ti É um dos motivos por que Simplesmente não consigo parar de pensar em ti Só continuo a ver a tua imagem Mas não quero ver mais Mas não quero ver mais Eu não quero ver mais Eu não quero ver mais
Foi tão fácil confiar em ti, baby Acho que fui estúpido, baby Nunca pensei que chegaria este momento Estás a correr para outro
Afastaste-te de mim, baby Jogaste tudo fora
Não quero esperar por ti Não quero acordar pensando, esperando Que entendas desta vez Pois sabes que és tão fria Não quero ver mais
E eu não consigo me afastar de ti É um dos motivos por que Simplesmente não consigo parar de pensar em ti Só continuo vendo a tua imagem Mas não quero ver mais Mas não quero ver mais Eu não quero ver mais Eu não quero ver mais
Eu costumava ter medo de me desapegar A minha parte frágil Estou aqui agora, preciso que tu me libertes Eu posso ver nos teus olhos Que não me vais culpar desta vez Não, nuncaQuero-te de volta, mas não vou olhar pra trás, não
Eu não quero esperar por ti Não quero acordar pensando, esperando Que entendas desta vez Pois sabes que és tão fria Não quero ver mais
Não consigo me afastar de ti É um dos motivos por que Simplesmente não consigo parar de pensar em ti Só continuo vendo a tua imagem Mas não quero ver mais Mas não quero ver mais Eu não quero ver mais Eu não quero ver mais
Dedicatória:
Odeio-te por tudo aquilo que me fazes passar.
Odeio-te por me cortares as pernas para os meus sonhos.
Odeio-te por me perguntarem todos os dias, sempre que saio das aulas como é que me correu quando sabem que eu não fiz nada de especial e mostram que têm medo que eu falhe outra vez.
Odeio-te por me pressionarem para ter no mínimo um dezassete na pauta quando sei que fracassarei.
Odeio-te por saber que por tua causa desiludi as pessoas que amo.
Odeio-te por alguma vez teres dado esperanças que te venceria.
Odeio-te por todo o ano letivo de 2010/2011 e o verão ter estado agarrada a ti e, mais uma vez, ter de te acompanhar em 2011/2012.
Odeio-te por constantemente me perguntarem como é que certas pessoas te venceram e eu não.
Porque é que não desapareces de uma vez por todas?! Não te quero ver nunca mais.