domingo, 10 de outubro de 2010

Férias no Algarve 2010 - recordações...

Nós e o nosso pequeno grande vício de tirar fotografias agarradas aos caixotes do lixo... Grandes momentos de felicidade que passamos juntas... Cada vez gosto mais de caixotes do lixo... :) (3


Neste Verão desenvolvemos a mania de copiarmos umas às outras... :D que grandes fotos... xD :)

O quê?! Esse casal de namorados?! Não, não. Eu cá não os conheço! (a) xD Grandes palhaçadas! :D

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Casamento

"Aqui tens o guarda-chuva do teu marido" disseram-me hoje.

Não sou casada, até porque sou menor, nem tenho intenções de me casar. No entanto, tal declaração deixou-me inconfortável, com arrepios. Casamento... Raramente me lembro disso... Porém, um sentimento de medo, terror puro, assombrou-me. Sempre que penso na hipótese de um casamento, sinto um terror incontrolável, incontornável... É-me quase impossível respirar. As pessoas não acreditam que o que eu tenho seja uma fobia. Mas a verdade pura e absoluta é que é. Tenho gamofobia. Gamofobia é o medo de casamento, é um distúrbio psíquico que se traduz num medo mórbido, irracional, desproporcional, persistente e repugnante do matrimónio.

Chamam-me de parva e infantil. Mas todos nós temos medos e fobias. A minha está bem escondida e é quase impercebível, mas está lá. Não o consigo evitar. Os poucos que acreditam em mim perguntam-me de onde foi originado esse medo. Simplesmente não sei. Nem sequer tenho motivos para o ter. Mas está lá, sempre presente, inevitável...

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Os meus pais continuam a guardar garrafas caras para o meu grande dia: o dia em que eu me irei casar daqui a uns quantos anos. As garrafas repousam na garrafeira da família e o meu pai nem deixa a minha mãe limpar certas garrafas com medo de danificar o rótulo pela sua antiguidade. Uma já quase que nem tem rótulo, já está todo estragado e nem sequer temos oportunidade de vê-lo. Guardam-nas com carinho, com a certeza que as irão abrir nesse dia especial em que um dos seus grandes sonhos se irão cumprir. O dia em que terei um marido e serei sua mulher. As garrafas continuam lá na garrafeira. Imóveis, ainda por abrir e sei que continuarão assim, devido ao meu problema.

Existe cura. É necessário psicólogos e já existiram pessoas que ultrapassaram o problema. No entanto, não considero uma fobia necessária de ser ultrapassada para avançar com a minha vida futura. Sou gamofóbica, mas não tenho medo de me juntar, nem de ter filhos... Então qual é o problema de não assinar um papel? É aqui que se encontrar a minha grande dúvida.

domingo, 3 de outubro de 2010

O meu fim-de-semana no Algarve...

Um fim-de-semana inesquecível. Com paisagens magníficas:

Ao lado das pessoas que amo. Ao lado da minha família, ao lado da minha melhor amiga...
Ao lado da minha irmã...

Com as maiores gafes... "Tens as cuecas do biniki molhadas?! Então enrola a toalha à volta do pescoço!" E eu enrolei... :D

Outra coisa que nunca irei esquece é a frase "Salta, Hélder!". Nós a queremos que o rapaz se atirasse da cascata e a incentivá-lo juntamente com os amigos dele (mesmo não os conhecendo de lado nenhum) e o rapaz cheio de medo! xD Ahah! :D :'D saudades desses momentos...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para sempre

Sempre te julguei eterna. Com o teu pêlo negro, a tua língua cor-de-rosa e a tua cabecinha fora da janela do carro. No entanto, tudo muda. Envelheceste. O teu pêlo já não é tão negro como anteriormente, a tua língua tem um sinal castanho ao qual acho piada, encontras-te cheia de verrugas, de caroços. Estás frágil. Não és tão ágil, já não tens força. Ainda me lembro do dia em que alguns anos atrás, li o livro Marley e Eu. Lá retratavam um episódio em que o cão, já com 13 anos de idade, não conseguiu subir as escadas e caiu delas abaixo. Nunca te imaginei coberta de bocadinhos de cerâmica proviniente de um cão que partiste ao cair delas, nunca te imaginei com duas esculturas de madeira por cima de ti. Nunca imaginei que fosse necessário te ir auxiliar a te levantares. Nunca acreditei que fosse possivel não teres força nas tuas patas antes tão fortes.

A verdade é que sinto medo, tristeza do dia em que eu acorde e saiba que fechaste os olhos para sempre. És uma cadela forte, corajosa. Já passaste por 12 anos. E foram os melhores doze anos da minha vida que eu me recordo. Não te vejo como um animal. Para mim és a minha irmã mais nova. Nunca tive irmãos, então sempre te tratei como tal. Cheguei mesmo a discutir contigo por causa do lugar no carro, quando percorriamos Portugal de Norte a Sul e alguns sítios de Espanha. És uma priveligiada. Passeaste mais do que muitas pessoas. Discutiamos até mesmo pelo sofá quando tinhamos aqueles sofás pretos para os quais costumavas saltar e te servir deles como cama. Lembro-me de um dia em que tu me empurraste com as patas do sofá para fora e eu cai no chão. Sempre foste uma autêntica princesa, sempre foi isso que desejei para ti. Talvez daí o teu nome. És e foste minha amiga. Foste minha companheira de brincadeiras quando eu corria de um sofá para o outro a fugir de ti, meu Lobo Mau. Foste quem mais temi, quando aquela tua gravidez correu mal e tiveste que ir para o veterinário com urgência, senão morrias. Chorei, desesperei. Cheguei mesmo a rezar. "A minha irmã não. Não é a hora, por favor." Rezei à única santa em que acredito Nossa Senhora de Fátima, porque nunca me desiludiu. Porque sempre me protegeu. Sempre te protegeu a ti. Mesmo quando caiste naquele poço na Mata da Machada aos 4 meses de idade. Lembras-te? Foram uns escuteiros que te salvaram e a partir daí nunca mais voltaste a gostar de água. Sou egoísta. Mas o que é que queres? Sou humana. Só pensei em ti. E devo admitir que fiquei aliviada por ter sabido que todos os teus filhos tinham morrido, mas que tu te tinhas safado. Lembro-me da tua expressão revoltada "Onde estão os meus filhos?" perguntavas-te. E nós não te conseguiamos fazer perceber, de que eles tinham ido embora para sempre.


Tu ainda não te foste embora. Estás, neste momento em que escrevo o post, refastelada a dormir no fresquinho do chão da sala pois é Verão e deixas de parte o teu pouso de Inverno no teu pufe ao pé da lareira. Estive contigo há bocado. Rebolei, dei-te festinhas, deitei-me no chão a teu lado. Tu lambeste-me a mão esquerda. Sou a única pessoa a que tu costumas lamber. Por vezes, sinto que me achas especial. Agarro-me a ti e dou-te beijinhos no pêlo. Sei que já não duras muito e são muitas as recordações que tenho contigo. Foste e és feliz. Gostas de nós, de mim. No entanto, eu sou egoista. Gostava que ficasses aqui a meu lado, a fazer-me companhia, a aquecer-me de Inverno, a rebolar com felicidade na relva no Verão, a sentir o quanto te amamos, para sempre. (3

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Noite bem passada e aniversário de casamento dos pais.


Dia perfeito.

Jantar óptimo:
- Lombo de porco, com camarões.
- Choco Frito. 
- Ameijoas.
- Salada de Búzios...

Empregado de mesa simpático e elogiador "Olhe, venho-lhe dar os parabéns pois tenho estado a observar a vossa filha e ela parece-me uma rapariga às direitas. Já não se fazem raparigas assim!"

Compra perfeita
*A minha mãe vê um homem a vender macacos em madeira*
Mãe - Quero 3, se faz favor!
Pai - Amor, esses macacos têm praticamente o mesmo tamanho que os macacos que tens em casa!!!!
Mãe - Não, são, não! :C
Eu - São, sim, mãe...
Mãe - Não, não são! (comprar macacos)
*chegar a casa*
Mãe - Sabem, afinal eram...

A continha perfeita 
Mãe - A continha se faz favor...
Eu - Reparem no pormenor: continha!
Mãe - A mãe está a pedir uma continha, não uma contona! :C
*Chega a continha* 92.90€
Pai - EIIIIII! Isto está errado! Está aqui algo que não pedimos!
*A continha reduz-se para 84.90€ e nós pagamos*

Passeamos e vemos monumentos, os meus pais de mão dada e eu abraçada ao meu namorado. Aproveitamos e tiramos fotografias dois a dois. Foi um dia bem passado, ao lado de quem eu amo... (3

Passeando por Sesimbra vamos juntinhos, afagamos, damos carinhos, damos beijinhos, passeando sem nos preocuparmos com o nosso amanhã e futuro. Apenas querendo amar uns aos outros. Quem me dera que este passeio demorasse eternamente.